terça-feira, 22 de novembro de 2011

Indústria Cultural




Indústria cultural
 (em alemãoKulturindustrie) é um termo cunhado pelos filósofos e sociólogos alemães Theodor Adorno (1903-1969) e Max Horkheimer (1895-1973), membros da Escola de Frankfurt. O termo aparece no capítulo Kulturindustrie - Aufklärung als Massenbetrug na obra Dialektik der Aufklärung (em portuguêsDialética do Esclarecimento), de 1947.

Enquanto que os termos "cultura de massa" ou "cultura popular" remetem à ideia de que exista uma cultura de elite, quando deveria remeter à cultura produzida pelo povo, ou ainda, para o povo, o conceito de indústria cultural esclarece que os conteúdos artísticos ou culturais pertencentes a uma lógica de mercado, passa a ser, automaticamente, mercadoria. Portanto, o termo "indústria cultural" foi empregado como substituição ao termo "cultura de massa", com o fim de se excluir de antemão a interpretação de que se trata de uma cultura que surge espontaneamente das massas, tal como a cultura popular.
Neste capítulo os autores analisam a produção e a função da cultura no capitalismo. Tendo os autores criado conceito de "indústria cultural" para definir a conversão da cultura em mercadoria, o conceito não se refere aos veículos (televisão, jornais, rádio...), mas ao uso dessas tecnologias por parte da classe dominante para disseminação de suas idéias conformistas e de controle da população. A produção cultural e intelectual passa a ser guiada pela possibilidade de consumo mercadológico com a mais abrangente face capitalista.

Em todos os ramos da indústria cultural existem produtos adaptados ao consumo das massas, sendo por elas que as indústrias se orientam, tendo no consumidor não um sujeito, mas um objeto. Este termo define as produções artísticas e culturais organizadas no contexto das relações capitalistas de produção, uma vez lançadas no mercado, é por estes consumidas.



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